quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Personalidades

Henrique Foreis Domingues, Almirante (1908 - 1980)




Compositor, radialista, cantor e ator, nasceu no Rio de Janeiro. Ficou famoso por seu trabalho no rádio, produziu, dirigiu e escreveu mais de cem programas. Dois anos após a morte de seu pai, alistou-se para o serviço militar na Marinha e, por usar um uniforme impecável, recebeu o apelido de Almirante, nome pelo qual ficou conhecido. Começou na música tocando pandeiro e cantando, fez parte do Bando Tangarás, com Noel Rosa e Braguinha. O primeiro disco gravado pelo bando "Na Pavuna" era de autoria de Almirante. Quando o grupo se separou, continuou sua carreira solo de cantor, ficando famoso cantando músicas de carnaval. Mais tarde resolveu abandonar a carreira de cantor e passou a se dedicar ao rádio; também foi muito importante como pesquisador da história da música popular brasileira. Sua intenção neste trabalho era valorizar artistas que estavam esquecidos. Foi também dublador de filmes de Walt Disney. Em 1958, sofreu um derrame cerebral, mas com muita força de vontade voltou a falar, ler e escrever. Reuniu partituras, discos e documentos, formando o maior arquivo da música brasileira. Morreu no Rio de Janeiro com 72 anos.


Ary Barroso (1903-1964)




Ary Evangelista Barroso, pianista, compositor, regente, radialista, advogado e vereador, nasceu na cidade de Ubá, Minas Gerais, no dia 7 de novembro de 1903. Foi criado por sua avó materna, pois ficou órfão aos oito anos de idade. Estudou teoria musical, solfejo e piano com uma tia e aos 12 anos, era pianista auxiliar em um cinema de sua terra natal. Sua primeira composição foi um cateretê, "De Longe". Aos 17 anos recebeu uma herança, resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro e matriculou-se na Faculdade de Direito, mas em apenas um ano tinha gasto todo seu dinheiro. Foi reprovado no seu curso. Sem dinheiro e sendo bom pianista, foi tocar num cinema, fazendo o fundo musical dos filmes mudos. Voltou mais tarde a estudar e tocava em bailes, quando foi contratado para uma orquestra em São Paulo, decidindo se dedicar a compor. No rádio atuou como comentarista, humorista, ator e locutor esportivo, lançou o programa Calouros em Desfile, onde exigia que os candidatos só cantassem música brasileira e conhecessem o nome dos compositores. Quando vereador conseguiu apoio decisivo da maioria da bancada da Câmara dos Vereadores, para a construção do Estádio do Maracanã. Foi Presidente de Honra e Conselheiro Perpétuo da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores da Música - SBACEM, pelo trabalho em defesa do direito autoral. Entre as centenas de composições destacam-se Aquarela do Brasil, Na Baixa do Sapateiro, Os Quindins de Iaiá, Maria, Camisa Amarela, Risque, Pra Machucar seu Coração, entre tantas outras. A música Aquarela do Brasil fez de Ary Barroso o primeiro compositor brasileiro a seu ouvido e respeitado nos Estados Unidos. Morreu no dia 9 de fevereiro de 1964, alguns minutos antes da Escola de Samba Império Serrano desfilar no carnaval carioca, com o enredo Aquarela do Brasil, em sua homenagem.


Bide (1902-1975)







Alcebíades Maia Barcelos, nascido em Niterói em 1902, iniciou sua carreira no Rio de Janeiro e ajudou a fundar a Deixa Falar. Faleceu em 1975.







Cartola (1908-1980)







Angenor de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro em 1908. Foi um dos fundadores da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. Ganhou este apelido porque trabalhava como pedreiro usando um chapéu de coco. Com muitas músicas gravadas na década de 30, ficou depois esquecido até 1950 quando foi reconhecido por um cronista quando trabalhava como lavador de carros. Retomou sua carreira e gravou seu primeiro disco aos 65 anos. Se consagrou então como um dos maiores sambistas. Morreu em 1980.





Chiquinha Gonzaga (1847-1935)




Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro. Filha do Tenente José Basileu Neves Gonzaga e da mestiça Rosa Maria de Lima, recebeu uma criação própria de sua época, quando a mulher era preparada para casar, vivia para o lar e os filhos. E assim aconteceu com Chiquinha, casando-se aos 16 anos com Jacinto Ribeiro do Amaral, jovem de excelente família e rico, com quem teve 3 filhos, João Gualberto, Maria do Patrocínio e Hilário. Mas seu casamento durou pouco. Seu marido lhe impôs o abandono do piano e Chiquinha numa atitude inédita para a época, abandona Jacinto, levando apenas seu primeiro filho, João Gualberto. A compositora, maestrina e pianista carioca, foi condenada pela sociedade e por seu pai, sem apoio, breve apaixonou-se pelo engenheiro João Batista de Carvalho com quem seguiu viagem, morando nos acampamentos durante as construções das ferrovias. Desta união nasceu sua filha Alice. Traída por João Batista, decidiu abandona-lo e à filha Alice e retornou ao Rio de Janeiro com seu primogênito, João Gualberto. Com a ajuda de amigos, começou a dar aulas de piano e tocar no conjunto Choro Carioca, de Joaquim Callado. Seu talento na verdade já havia se pronunciado ainda menina, aos 11 anos, quando compôs pela primeira vez, uma canção natalina, "Canção dos Pastores". Mas seu primeiro sucesso ao piano foi em 1877, com a polca "Atraente". A partir daí Chiquinha Gonzaga se imortalizou na música e como exemplo de mulher. Lutou pelo direitos autorais, pela legalização da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, pela campanha abolicionista e todas as causas sociais da época. Em 1885, compôs para o teatro musicado, a opereta "A Corte na Roça". Eternizou a marchinha carnavalesca "O Abre Alas", em 1899. Chiquinha deixou quase duas mil obras dos mais variados gêneros: polcas, valsas, choros, maxixes, fados e 77 peças teatrais. Faleceu em 1935, marcando presença na história da mulher brasileira.


Ernesto Nazaré (1863-1934)



Pianista e compositor popular brasileiro, com sofisticada técnica erudita, iniciou sua carreira tocando em lojas de partitura. Famoso no início do século passado como pianeiro (nome dado na época aos profissionais que tocavam nas salas de espera dos cinemas, nos cafés-concerto, bailes e festas familiares), compôs cerca de 200 peças para piano, principalmente valsas, polcas, maxixes e tangos brasileiros, gênero de música totalmente diferente do tango argentino.

Nascido no Rio de Janeiro em 1863, era um músico tipicamente carioca, em suas apresentações na sala de espera do cinema Odeon, um dos melhores do Rio de Janeiro naquela época, tocava além de suas composições, Liszt, Beethovenen e Chopin, de quem recebeu forte influência.

Compôs sua primeira música, a polca-lundu "Você Bem Sabe", com apenas 14 anos. Suas principais peças são: Apanhei-te Cavaquinho e Ameno Resedá (polcas); Odeon, Tenebroso, Nenê e Bambino (tangos brasileiros ou maxixes); Confidências e Coração Que Sente (valsas).

Morreu no Rio de Janeiro em 1934, afogado na cachoeira dos Ciganos, em Jacarepaguá, três dias depois de fugir da colônia Juliano Moreira, onde havia sido internado para tratamento psiquiátrico.


Haroldo Barbosa (1915-1979)




Compositor e radialista carioca, nasceu em 21 de março de 1915. Estudava no Colégio São Bento e tocava cavaquinho, à noite, em Vila Isabel, bairro onde morava. Aos 18 anos, deu início à sua carreira de radialista, trabalhando a princípio como contra-regra e depois locutor. Quando foi trabalhar na Rádio Nacional, escreveu enredo para um dos maiores sucessos do rádio: O Grande Teatro. Organizou uma orquestra sinfônica da própria rádio e mais tarde dirigiu um programa onde cantores interpretavam versões de sua autoria. A marchinha Barnabé, uma sátira ao funcionalismo público, foi o seu primeiro sucesso como compositor. Aí se seguiram: De Conversa em Conversa, Tin tin por Tin tin, Adeus América, entre outras. Mais tarde, na Rádio Mayrink Veiga, tornou-se responsável por programas humorísticos, de grande sucesso na época. Quando foi para a TV Globo, onde trabalhou como produtor de programas humorísticos, sua atividade como compositor diminuiu bastante. Outras composições suas são: Joãozinho Boa Pinta, Palhaçada, Não se Aprende na Escola e Tudo é Magnífico. Muitos cantores famosos cantavam suas composições, como Lucio Alves, Isaura Garcia, Elizete Cardoso, Araci de Almeida e o conjunto Os Cariocas. Faleceu em 5 de setembro de 1979.


Ismael Silva (1905-1978)







Ismael Silva nasceu em 1905 no Rio de Janeiro. Sambista carioca, foi um dos fundadores da Escola de Samba Deixa Falar em 1928; ligado aos sambistas do bairro do Estácio, foi parceiro de Noel Rosa. Morreu em 1978.


Lamartine Babo (1904-1963)




Lamartine de Azeredo Babo, músico, compositor, cantor, humorista e produtor, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 10 de janeiro de 1904. Pertenceu a uma família amante da música, cuja casa era freqüentada por diversos artistas, fato que o ajudou tornar-se um dos mais importantes compositores brasileiros. Mesmo sem conhecer a técnica musical, compôs músicas maravilhosas; era muito versátil, dotado de grande imaginação e capacidade de fazer trocadilhos e piadas. Sua primeira valsa, "Tortura do Amor", foi composta quando tinha apenas 14 anos e com 16 a opereta "Cibele". Trabalhou como auxiliar de escritório, escrevia piadas para revistas humorísticas e fez programas de rádio. Apesar de compor vários tipos de música, foi com suas marchinhas carnavalescas, com letras de humor refinado e irreverente, que se tornou conhecido. Entre suas inúmeras composições destacam-se: as marchinhas, O teu cabelo não nega, Linda Morena, A.E.I.O.U, Marchinha do Grande Galo; os sambas canção, Rancho Fundo e Serra da Boa Esperança; a valsa, Eu sonhei que tu estavas tão linda. Compôs também a maioria dos hinos dos clubes de futebol do Rio de Janeiro. Teve como parceiros em suas composições Ary Barroso, Noel Rosa e João de Barro, entre outros. Morreu no dia 16 de junho de 1963, vitimado por um enfarte.


Luis Bonfá (1922-2001)




Luís Floriano Bonfá, instrumentista, compositor e cantor carioca, nasceu em outubro de 1922. Aprendeu a tocar violão de ouvido aos 12 anos, mais tarde iniciou-se em música clássica e fez parte de uma orquestra de violões. Quando mudou-se para São Paulo, começou a interessar-se por música popular e lá estreou profissionalmente como solista de violão e vocalista. De volta ao Rio de Janeiro, fez parte de conjuntos, trabalhou em rádios e passou a apreciar a harmonia moderna da bossa nova. Excursionou pelos Estados Unidos, onde recebeu vários elogios por seu virtuosismo. Este músico, precursor da bossa nova ao lado de Tom Jobim e João Gilberto, era mais famoso fora do país, cultuado na Europa, Japão e Estados Unidos, chegou até mesmo a fazer uma música para Elvis Presley, a "Almost in Love", do filme "Viva um Pouquinho, Ame um Pouquinho". Suas músicas também foram gravadas por Plácido Domingo, Julio Iglesias e Frank Sinatra. Escreveu para diversos filmes, entre os quais "Orfeu do Carnaval", "Chico Viola não Morreu" e "Os Cafajestes". Suas composições de maior sucesso são "De Cigarro em Cigarro", "A Chuva Caiu" e "Samba do Orfeu" e "Manhã de Carnaval", para o filme Orfeu do Carnaval, sendo que esta última tornou-se um grande sucesso internacional, tendo sido regravada em vários países. A partir de 1967, associou-se a Eumir Deodato e dedicou-se inteiramente ao jazz. Bonfá gravou mais de 150 discos, muitos inéditos no Brasil. Ele costumava lamentar o fato de escutar tantos elogios em inglês, quando, na verdade, gostaria de tê-los ouvido em português. Faleceu com 78 anos, no Rio de Janeiro, em 12 de janeiro de 2001.


Luiz Gonzaga (1912-1989)





Compositor, cantor e instrumentista brasileiro, nasceu no dia 13 de dezembro de 1912 na cidade de Exú, Pernambuco. Morava numa fazenda e trabalhava na roça; foi lá que aprendeu a tocar sanfona com seu pai, tocava em forrós e bailes da região. Aos 18 anos fugiu de casa, indo para Fortaleza, onde se alistou no exército; na revolução de 1930, foi deslocado para outros estados nordestinos e mineiros. Quando saiu do exército, foi para o Rio de Janeiro, onde passou a tocar em bares, cabarés e ruas da cidade recolhendo dinheiro com um pires. Resolveu apresentar-se num programa de calouros numa rádio e obteve sucesso; passou a apresentar-se em vários programas radiofônicos até ser contratado pela Rádio Clube do Brasil. Compondo várias músicas inspirado nos costumes e cultura do nordeste e, vestido como vaqueiro nordestino, teve início seu grande sucesso, sendo chamado de Rei do Baião. Este período de sucesso foi até o aparecimento da bossa nova. Gonzaga resolveu ir para o interior, onde continuava muito popular. Voltou a ter seu nome lembrado quando Caetano Veloso, Gilberto Gil e seu filho Gonzaguinha começaram a gravar suas músicas. Recebeu o seu primeiro disco de ouro, apresentou-se em Paris, França em 1982, dois anos mais tarde, recebeu o seu primeiro disco de ouro e o Prêmio Shell, retornando em 1986 a Paris para participar do festival de música brasileira Coulers Brésil. Participou de diversas campanhas para os flagelados da seca. Faleceu em Recife no dia 2 de agosto de 1989.


Noel Rosa (1910-1937)





Noel de Medeiros Rosa, cantor, compositor, bandolinista e violonista, nasceu no dia 11 de dezembro de 1910, no bairro carioca de Vila Isabel. Aprendeu a ler escrever com sua mãe, com quem também teve sua iniciação musical, tocando bandolim. Foi seu pai que lhe apresentou o violão, seu instrumento predileto. Aos 15 anos já dominava totalmente o violão e passou a fazer serenatas no bairro. Aos 19 formou em companhia de amigos de Vila Isabel, Almirante e João de Barro, o Braguinha, um conjunto chamado Bando dos Tangarás, e como era moda na época, o repertório era de música nordestina. Foi quando Noel compôs a toada Festa no Céu. Em 1931 surgiu o seu primeiro grande sucesso, o samba Com que Roupa. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo abandonou o curso, preferindo se dedicar somente à música. Apesar de uma curta carreira, compôs 259 músicas, dentre as quais destacam-se: Até Manhã, Feitiço da Vila, O Orvalho vem Caindo, Feitio de Oração, Pierrô Apaixonado e Três Apitos. Apesar de graves problemas pulmonares, não abandonava a vida de boemia. Morreu no dia 4 de maio de 1937 de tuberculose, em sua casa em Vila Isabel.


Pixinguinha (1897-1973)



Alfredo da Rocha Vianna Junior, o Pixinguinha, nasceu no dia 23 de abril de 1897, no bairro Cidade Nova, Rio de Janeiro. Foi o músico brasileiro mais importante da primeira metade do século XX. Pixinguinha é o pai da música brasileira. Flautista reconhecido, compositor genial, maestro e arranjador. Foi o criador da base da música brasileira, juntando o que de melhor temos: Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, entre tantos compositores de chorinho, com o ritmo africano, estilos europeus e a música negra americana, surgindo então um estilo genuinamente brasileiro. Seus arranjos, das marchinhas aos choros, marcaram a época de ouro da música popular brasileira. Pixinguinha tocava cavaquinho com 12 anos. No ano seguinte, aos 13 anos tocava bombardino e flauta. Sua primeira composição, o choro "Lata de Leite", 1911, foi inspirado no costume que os boêmios tinham de beberem o leite deixado nas portas das casas quando retornavam das noitadas na alta madrugada. Aos 17 anos gravou suas primeiras composições, "Rosa" e "Sofres Porque Queres". Mais tarde passou a tocar saxofone. Em 1922, patrocinado por um milionário, fez uma turnê pela Europa e o convívio com a realidade e a música lá fora transformaram sua carreira e enxertaram sua criatividade. Pixinguinha ficou conhecido como co-autor de grandes composições como "O Teu Cabelo Não Nega", de Lamartine Babo e "Taí", de Joubert de Carvalho, por compor as introduções das músicas. Pixinguinha escreveu quase duas mil músicas. A mais conhecida , "Carinhoso", em parceria com João de Barro, foi em 1917. Pixinguinha morreu em 17 de fevereiro de 1973, de enfarte, dentro de uma igreja, durante um batizado em que seria padrinho.


Sidney Miller (1945-1980)





Compositor, produtor e diretor de espetáculos, nasceu no Rio de Janeiro em 18 de abril de 1945. Aprendeu sozinho a tocar violão e com apenas 15 anos, surgiu como compositor, na década de 60. Nesta época aconteciam vários festivais de música popular brasileira e Sidney Miller participou de vários deles, classificando muitas de suas composições. Em 1967 obteve o prêmio de melhor letra, no Festival da Record, com "A Estrada e o Violeiro". Compôs várias músicas para filmes e peças teatrais e escreveu um livro: "João e o Pó". Produziu e dirigiu espetáculos como "Carnavália" e "Yes, nós temos Braguinha". Além de "A estrada e o Violeiro", outros dos seus sucessos são: "Pois é, Pra que", "O Circo" e "Pede passagem". Quando morreu em 16 de julho de 1980, trabalhava na Funarte, no departamento de projetos especiais, e a sala onde trabalhava leva hoje o seu nome.


Tom Jobim (1927-1994)




Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1927. Compositor, arranjador, regente e pianista, foi um dos principais criadores da bossa nova. Introduziu sofisticação na música brasileira, influenciado pela música impressionista francesa e pelo jazz. Já tocava violão, quando aos 13 anos se interessou pelo piano. Estudou arquitetura, mas abandonou os estudos para dedicar-se à música. Seu primeiro sucesso foi "Teresa da Praia", em parceria com Billy Blanco. Em 1956, Vinicius de Moraes o convidou para musicar sua peça "Orfeu da Conceição", nascendo assim a parceria de muitos dos grandes clássicos da música popular brasileira. Com o lançamento do disco "Chega de Saudade", de João Gilberto, Tom ficou conhecido como um dos principais compositores da bossa nova. As faixas de maiores sucessos do disco foram "Desafinado" e "Samba de Uma Nota Só", em parceria com Newton Mendonça. Em 1962, Tom apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no Festival de Bossa Nova, com outros artistas brasileiros. Gravou discos com o saxofonista Stan Getz e com Frank Sinatra. Em parceria com Chico Buarque, venceu o Festival Internacional da Canção, em 1968, com a música "Sabiá". Teve vários parceiros e inúmeros artistas nacionais e internacionais gravaram suas composições. Compôs sozinho alguns sucessos como "Corcovado" e "Samba do Avião". A famosa composição "Garota de Ipanema", com Vinícius, é uma das músicas mais gravadas em todo o mundo. Muitas de suas composições mostram seu amor pelo Rio de Janeiro e pela natureza. Tom Jobim faleceu em Nova Iorque em 8 de dezembro de 1994.


Vinícius de Moraes (1913-1980)




Vinicius de Moraes nasceu em 19 de Outubro de 1913, na Gávea, Rio de Janeiro.

Escritor, diplomata, autor de poesias, crônicas, texto teatral, roteiros cinematográficos e letrista de música popular.

O constante de sua poesia é o lirismo que levou para a música popular, alcançando êxito internacional como verdadeiro papa da Bossa Nova e para o cinema com o roteiro de "Garota de Ipanema".

Seu interesse pela música começou em 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós. Sua peça, "Orfeu da Conceição", com música de Tom Jobim, foi premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo e quando montada no Rio de Janeiro, ajudou a popularizar as músicas desta parceria. Esta peça teve uma versão cinematográfica de Marcel Camus e ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro. Vinicius teve outros parceiros como: Carlos Lyra - Minha Namorada -, o violonista Baden Powell, com mais de cinqüenta músicas, entre elas - Berimbau e Samba em Prelúdio -, Francis Hime - Sem Mais Adeus -, Edu Lobo - Arrastão -, e seu último parceiro foi Toquinho, com quem compôs entre outras, Morena Flor e Tarde em Itapoã. Vinicius de Moraes também musicou alguns de seus poemas como Serenata do Adeus e Medo de Amar.

Vinicius faleceu em 9 de julho de 1980 no Rio de Janeiro


Valdir Azevedo (1923-1980)



Instrumentista e compositor carioca, nasceu no bairro da Piedade. Tocou flauta, bandolim, cavaquinho e violão. A primeira vez que se apresentou em público foi como flautista. Tocou cavaquinho durante dois anos, sua primeira composição foi Brasileirinho. Atingiu o ponto mais alto de sua carreira em 1950. Percorreu vários países da América do Sul e Europa, sua músicas foram gravadas no Japão, Alemanha e Estados Unidos. Sofreu um acidente quando morava em Brasília, quando um cortador de grama decepou o seu dedo, que o impediu de tocar por um longo tempo. Após várias cirurgias, conseguiu recuperar-se e voltou a gravar. Faleceu em São Paulo em 21 de setembro de 1980.



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Equipe KBr




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